CFF se solidariza com família de farmacêutica morta em Botucatu e cobra respostas do poder público
Entidade repudia feminicídio, aponta falhas na efetividade das medidas protetivas e exige ações integradas para prevenir novos crimes contra mulheres
O Conselho Federal de Farmácia (CFF) se solidariza com a família da farmacêutica Júlia Gabriela Bravin Trovão e manifesta profunda tristeza e indignação diante da violência que resultou em sua morte e na morte de seu companheiro, em Botucatu, no interior de São Paulo. A perda causa comoção entre familiares, amigos e toda a comunidade farmacêutica.
Conforme informações divulgadas pelas autoridades, Júlia havia registrado 10 boletins de ocorrência ao longo dos anos contra o ex-companheiro. Ela também solicitou três medidas protetivas, das quais apenas uma foi concedida pela Justiça. No dia do crime, foi baleada dentro do carro em que estava e socorrida em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos. O suspeito foi preso e o caso segue sob investigação da Polícia Civil.
Para o CFF, os registros anteriores e os pedidos de proteção evidenciam a gravidade da situação vivida pela vítima. Casos como este reforçam a importância de que denúncias sejam acompanhadas com atenção e que os instrumentos legais disponíveis sejam avaliados com o máximo rigor, a fim de ampliar a segurança de mulheres em situação de violência.
O Conselho reafirma sua solidariedade à família e aos colegas de profissão e espera que o poder público permaneça empenhado na apuração completa dos fatos e no fortalecimento das políticas de prevenção e proteção às mulheres, para que tragédias como essa não se repitam.